Em meados de 2009 recebi a confirmação de que a maternidade batia a minha porta, EMOÇÃO é a palavra perfeita pra descrever o sentimento.
Já no terceiro mês descobrimos o sexo do bebê 👶🏼... um menino, seu nome já estava escolhido: Heitor (o domador de cavalos, origem grega), além de gostarmos da mitologia envolvida no nome, queríamos um nome forte (hoje entendemos perfeitamente o que nosso inconsciente nos mandou fazer).Tive uma gestação maravilhosa, sem nenhum percalço, sobressalto, ou qualquer tipo de problema comum a algumas gestantes. Fiz tudo e mais um pouco que uma pessoa em “estado interessante” pode ou consegue fazer, pintei paredes, lixei portas, envernizei janelas (estávamos preparando a casa pra a chegada do Heitor), cuidei dos afazeres domésticos, passeei, enfim, tudo normal.
Em março de 2010 meu filho nasceu de uma cesárea sem complicações, chorou quando retirado, apgar normal, peso bom, tudo lindo. Recebemos alta no dia seguinte ao parto. Tudo transcorreu de maneira normal e rotineira, a única coisa que me causou um pouco de estranheza foi o fato dele dormir MUITO bem, estava habituada a ouvir mães reclamando que seus filhos não as deixava dormir. Graças a Deus, não era o meu caso. 😅
O tempo foi passando e tudo parecia certo, com 1 ano e 1 mês meu filho andou, mas não falava quase nada... nem Mamãe... nem Papai... não da maneira tradicional. Passava muitos minutos admirando a própria sombra, brincava por horas no seu bercinho sem reclamar de nada, assistia aos shows musicais que eu colocava na TV 📺 ( daí o gosto pelo Tears for Fears), não me atrapalhava em nada do que ia fazer em casa, era a criança mais dócil que já tinha visto.
Passado algum tempo, nos mudamos e como comecei a trabalhar precisei deixá-lo numa creche... ali começou a descoberta para um mundo novo e ainda misterioso para nós... pais, parentes e amigos.
O que o tornava diferente?
Fui chamada pra uma conversa com a pedagoga da creche, porque meu filho brincava de maneira “diferente” com os brinquedos 🧸 . Ele virava os 🚗 e ficava girando as rodinhas com os dedos, separava as peças por cores, sempre que podia fugia para o banheiro afim de brincar com a água da torneira, além disso não tinha reação “raivosa” quando algum amiguinho brigava com ele.
Não me foi dito de maneira direta, mas para bom entendedor um pingo é letra, elas achavam que ele era autista... fiquei sem chão pela primeira vez.
Sai de lá com a cabeça quente, mas fizemos o que nos foi indicado, procuramos um especialista (neuropediatra),... ele nos recebeu, sugeriu alguns exames clínicos para descartar outras hipóteses, fizemos os exames e todos normais. Retornamos no médico, mostramos os exames e ele nos disse que autista não era o caso e sim, TDAH (Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), indicou a medicação e terapia. Voltamos pra casa, sinalizamos a creche que o tratamento indicado havia começado e que precisaríamos da ajuda deles pra ver se tudo estaria caminhando de acordo com o imaginado.
A partir daqui começou uma nova luta... a primeira delas, a busca por profissionais engajados e dispostos a ajudar.


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